Terça-feira, Novembro 20, 2007

DICAS ÚTEIS | Para iniciados na arte de acender lareiras

Não há fumo sem fogo

Num post recente (ver AQUI), o radialista Nuno Markl queixa-se da falta de habilidade para tarefas tão rotineiras como acender uma lareira. É simples, Nuno. Até a Anabela é capaz, caramba. Mas avante... Posto isto, a Doca decidiu interromper estes últimos dias de retiro espiritual, nos picos da Serra da Estrela, para explicar o segredo de uma boa labareda. Eis, portanto, mais um conselho de borla para o homem que nos deve uma entrevista (estamos aparvalhadamente em retiro espiritual, mas a entrevista não está esquecida, caro Markl...).

1. INTRUSOS NA CHAMINÉ
Depois de um ano inteiro repleto de calor, eis que, de repente, começa a fazer frio. Safa! E pensava o Sr. Mark que esta coisa das alterações climáticas tinha acabado com as noites de geada, hein? Primeiro passo: desobstruir a chaminé (é o local ideal para os pássaros de Benfica nidificarem). Como? Atando várias vassouras em série, umas atrás das outras, até se obter um potente «desobstruidor» de 15 metros que seja capaz de galgar ferozmente pela chaminé acima. Depois é só abanar.

2. A LENHA
É importante frisar que a lenha molhada não arde. Repetindo: N-Ã-O arde. Quer dizer, até pode arder... mas, caro Markl, só deves recorrer a esta alternativa caso queiras obter dentro de casa o efeito de uma «smoke machine». Nesta situação acaba por ser chato, uma vez que o fumo da lareira (e ao contrário do fumo da «smoke») é capaz de ser um pouco tóxico. E mete cheiro na roupa - o que é bastante mais aborrecido. Em resumo: lareira só com lenha seca.

3. A CHAMA
Jamais confundir «lareira» com «incêndio». São dois termos completamente incompatíveis. Sabemos que o desejo de ver umas fagulhas a saltar pela casa inteira é mais forte, mas convém tentar controlar o incendiário que há dentro de nós...