sábado, dezembro 31, 2005

A água à luz de um marinheiro

Marinheiro que é marinheiro, gosta mais do tipo H2O51, pois então!

A «notícia» que me chegou tarde

A queda de Sócrates

É o que faz andar desligado do mundo. Passei todo o mês de Dezembro com a cabeça enfiada no meu velho veleiro, sem sequer pôr a vista em cima do televisor, do jornal ou mesmo do rádio (o único que utilizei foi o de comunicações, em pleno alto mar. Mas nada de AM nem de FM).
Portanto, só hoje soube da valente queda de José Sócrates, numa pista de neve, na Suiça. Ao que consta, o homem foi logo assistido no posto médico local e a lesão foi coisa pouca (tipo uma entorse no joelho ou algo parecido).
Suiça?! E não há neve na Serra da Estrela?! Eis o lema do nosso Primeiro-Ministro: contribuir para o desenvolvimento do turismo. Lá fora, pois claro. Antes, já tinha sido no Quénia e em destinos afins...

Haja alguém com coragem para pôr ordem nesta coisa, por favor


Ano novo e blá, blá, blá... Alguém pode acabar com esta palhaçada?!
Anda tudo parvo; de um lado para o outro, a comprar cerveja, champanhe e camarão congelado. Apanham-se bebedeiras, gasta-se mais do que aquilo que se tem e fazem-se promessas estúpidas.
Na semana seguinte, volta tudo ao mesmo. Foi para isto que Deus criou o Homem?!...

Regras e leis

Cientificamente falando
a) «Teoria» é quando se sabe tudo e nada funciona. «Prática» é quando tudo funciona e ninguém sabe porquê. Em certos casos, conjuga-se a teoria com a prática: nada funciona e ninguém sabe porquê.

b) Quando alguém não puder convencer, o melhor é passar a confundir.

c) Se uma dada experiência não teve êxito, o melhor que há a fazer é destruir todas as evidências da experiência que foi tentada.

d) As quatro fases do processo de aceitação: 1) Isto é totalmente infundado!; 2) Isto é interessante, mas depende de vários factores; 3) É verdade, mas não tem grande importância; 4) Eu sempre disse isto!...

A história da Ana Filipa

Vidas reais

Ao expôr esta história pessoal, pretendi que se soubesse que existe, inerente ao meio artístico que é a moda, um conjunto de acontecimentos, sentimentos e atitudes que não são mostradas.
É fundamental dar alento a outras jovens na mesma situação ou alertar os pais para possíveis consequências desastrosas, como a anorexia ou outras, ligadas ao facto de uma persistência sem louros...


«Catorze dias passados do começo do novo ano, voltava à discoteca Swing, para um espectáculo do grupo «Água na Boca». No dia da nossa actuação, angustiei-me, pois era evidente o acelerar do meu crescimento, através de actos como beber e fumar (não como vício, mas como complemento àquela vida cheia de protagonismo).

(...) Foi alguns dias após o Carnaval que fomos alegrar, no Entroncamento, que eu desistiria do grupo. Quando me telefonaram para ir fazer um novo espectáculo, pedi à minha mãe para que ela dissesse que já não o permitia. Pode ser difícil de acreditar, só que a verdade é que eu aprendia a tomar conta de mim e a sair das situações quando essas não correspondiam às expectativas e fugiam ao que traçava para mim... sabia que queria ser uma modelo reconhecida pelo meu trabalho, mas descobrira, naquela altura, que aquele não era o caminho.

Entretanto, realizara uma sessão fotográfica na Foto Lucicor, uma loja de fotografias perto da minha casa. Era um começo! Também se mostrou como tal o casting do dia 16 de Março de 1995. Era contactada pela New Agency, para me dirigir nesse dia, à Nova Imagem, com o intuito de efectuar um teste para a Frisumo. Escusado será dizer que... nada.
Vítor Rosado, um fotógrafo pelo qual guardo muito apreço, daria-me o privilégio de ser sua modelo numa sessão realizada no dia 28 Março. Considerei o meu primeiro trabalho profissional, pois fui remunerada.

(...) A M.S. Alves entrava novamente em contacto comigo. Desta vez, para ir fazer um teste para as páginas de uma revista japonesa. O casting foi no Hotel Avenida Palace, a 28 do mês de Julho. Segundo soube, mais tarde, por outras vias, era tudo uma fantochada. (...) Conclui-se que o sistema das agências não é credível, ao ponto de lhes entregarmos a nossa vida profissional. Parecem-me falsas...»

Pormenores: «Não há bela... sem senão!»

Fernando Pessoa


O PESO DE HAVER O MUNDO

Passa no sopro da aragem
Que um momento o levantou
Um vago anseio de viagem
Que o coração me toldou.

Será que em seu movimento
A brisa lembre a partida,
Ou que a largueza do vento
Lembre o ar livre da ida?

Não sei, mas subitamente
Sinto a tristeza de estar
O sonho triste que há rente
Entre sonhar e sonhar

Fernando Pessoa


Deixei atrás os erros do que fui,
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exacto nem feliz.
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que foi cada vizinho,
Deixei tudo isso como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua.

Ano novo - Vida nova

João Sentieiro é o novo presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia
30.12.2005 - 19h06 PUBLICO.PT

João Sentieiro, professor catedrático do Instituto Superior Técnico, foi nomeado para presidir ao Conselho Directivo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, foi hoje anunciado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O novo responsável substitui Fernando Ramoa Ribeiro no cargo a partir de 1 de Janeiro.

João Sentieiro já assumiu funções como o director do Instituto de Sistemas de Robótica, em Lisboa, secretário do Conselho dos Laboratórios Associados desde a sua criação até Dezembro de 2005, delegado nacional ao Comité do Programa Científico e ao Programa AURORA da Agência Espacial Europeia, e ainda membro do Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Conselho Económico e Social.

Com 61 anos, João Sentieiro licenciou-se em Engenharia Electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico em 1969, em 1980 obteve o grau de mestre em Sistemas e Controlo, e em 1985 o grau de doutor em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Londres (Imperial College), adianta o ministério na sua página online.


aliás já constava; veja-se o Conta Natura

julho 26, 2005

Politiquices

Por muito que queiramos dedicar-nos só à Ciência e ignorar assuntos mais sujos, o certo é que temos que saber o que se passa no mundo da admnistração científica, nem que seja para saber de onde é que vem o dinheiro. A semana passada aconteceram, ou digamos, progrediram, alguns marcos na política científica portuguesa:

- Foi formado o Conselho Científico do Conselho Europeu de Investigação. O Conselho Europeu de Investigação será uma entidade financiadora de investigação de ponta ligado à Comunidade Europeia. O Conselho Científico, por sua vez, será responsável por determinar a estratégia e excelência científica do CRI.
- Teresa Lago foi escolhida como a representante Portuguesa do Conselho Científico.
- O ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, está a mudar alguns dos ‘chefões’: o presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Ramôa Ribeiro, deverá ser substituído por João Sentieiro, actual secretário de Estado dos Conselhos dos Laboratórios Associados, e Luís Magalhães foi nomeado presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), substituindo Diogo Vasconcelos que tinha sido colocado por Durão Barroso em 2002.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Poesia de alto gabarito [dedicado a Ahab]

Simplesmente... camarão

Ai, camarão, camarão
provocas em mim um desejo ardente
com o garfo ou com a mão
contigo só me apetece dar ao dente

Será lulas, será sardinha?
Polvo não é certamente!
E também não é taínha
Só pode ser marisco, minha gente!

Ai camarão, camarão
Que mau é não ter-te ao desbarato
Dou por ti um dinheirão
Mais valia gostar de courato...

Será moelas, será bife?
Carne não é certamente!
É fino este grande patife
Só pode ser marisco, minha gente!...


Cpt. IGLO (c) 2005 / All rights reserved
[ proibida a reprodução total ou parcial, para qualquer fim, mesmo que indicado o autor e o respectivo local de publicação. Os prevaricadores arriscam-se a ir para a choldra, sem aviso prévio. Basta, para isso, que o autor saiba de qualquer caso concreto de plágio e que esteja naqueles dias de maior fluxo... ]

Álbum de recordações

Limpeza

Ahab e Iglo (algures na imagem), juntamente com outros amigos, numa das muitas missões a destinos incertos e distantes. Os nossos capitães foram os homens que mais vassouras gastaram à Marinha, fruto da sua dedicação à Pátria e ao trabalho.





Roupa lavada

Na fotografia, os capitães exibem as primeiras tatuagens feitas quando estavam prestes a ingressar na Marinha. O par de cuecas que lavam no tanque do navio faz parte de um extenso espólio de objectos ofertados por admiradoras espalhadas por esse mundo fora.



A vingança serve-se gelada e faz-se acompanhar com camarão fresquinho

Hic! Hic! Hic!
[soluçando]


Caríssimo Capitão Ahab... o teclado foge-me dos dedos... o monitor parece desfocado aos meus olhos. Numa atitude provocatória e de pura vingança para com o teu acto, resolvi - eu sim, completamente sózinho e sem mulheres!!! - fazer uma pequena festa a bordo do meu velho veleiro.

Perdi a cabeça, fui à praça e investi uma nota de 20 euros num camarão tigre de primeira categoria. Mas até os bichos, que são bonitos, merecem ser embebedados. Vai daí e fui ao café do Sr. Pedro (um amigo que me ficou d'outras «atracagens», aqui por estas bandas) e gastei o resto dos trocos num barril de 50 litros de Super Bock (ando nisto; ora agora vai Sagres Bohemia, ora agora marcha Super Bock).

O resultado é o que se vê. Dei cabo da cervejola e nem uma só gota se ficou a rir dentro do barril. No final, ainda me deu para pontapear fortemente a lata, sem dó nem piedade, até rasgar os meus novos sapatinhos vela. Mas foi uma coisa momentânea; no final, agarrei-me ao barril, pedi-lhe desculpa e esboçei um sorriso carinhoso - próprio de quem fez mais um amigo pr'á vida.
Promessa cumprida. Os camarões ficaram tão bêbados que, esta manhã, ainda sentia o paladar deles quando arrotava (o arroto acentuava ligeiramente o sabor da Super Bock, mas, ainda assim, dava para distinguir os dois aromas)...

De modos que é assim; a vingança serve-se gelada e com camarões tigre. Aquilo que fizeste - dar uma festa com a presença de mulheres sem eu estar presente! - não é digno de um verdadeiro marujo!!!
Por acaso, nos filmes americanos, nunca reparaste que os marinheiros quando vão às casas de meninas vão todos juntos??! Isso é camaradagem. Foi o que te faltou desta vez, meu caro Capitão Ahab. Só por causa disso, pagas tu... da próxima vez que formos à habitual casa de alterne!

Nota: essa barba já se cortava, não?!...

só 1 pequeno aparte

Adoro este blog!
LOL

o Trabalho !

Mas há mais...

É verdade, vieram umas quantas amigas, não não perguntaram por ti, a não ser ali a vizinha do 38B.
Mas não te preocupes...a borga foi só um pequeno intervalo.
Amanhã volto ao trabalho.

Caro douradinho

Como deves ter reparado andava a sentir-me um bocado sózinho. Vai daí resolvi dar uma festarola aqui no T-zero-flutuante. Foi um sucesso como podes ver pelas imagens em anexo.
Ah! a ementa:




Goe lo yoek

Tome

500g de perna de porco

Corte em cubos e tempere com

2 colheres de sopa de Madeira

1 colher de sopa de molho de soja e

sal e pimenta.

Deixe ficar assim 20 minutos.

Entretanto misture

4 colheres de sopa de açúcar,

4 colheres de sopa de molho de soja,

2 colheres de sopa de sherry,

2 colheres de sopa de vinagre e

4 colheres de sopa de ketchup.

Reserve. Corte em rodelas finas

150g de cenouras.

Corte em bocados de 2 cm

1 pimento verde grande,

100g cebola e

2 rodelas de ananás.

Aloure os legumes e o ananás em

2 colheres de sopa de óleo

juntamente com

1 colher de sopa de gengibre cristalizado aos bocados e

1 dente de alho esmagado.

Deixe cozer sobre lume brando até os legumes ficarem transparentes.

Adicione a mistura anterior e conserve tudo quente.

À parte misture

2 colheres de sopa de farinha,

1 ovo,

1 colher de sopa de maisena e

uma pitada de sal.

Passe a carne por este preparado e frite-a em óleo.

Ligue o preparado de legumes com

1 colher de sopa de maisena dissolvida em

1 dl de sumo de ananás.

Deixe cozer uns instantes e deite sobre a carne.

Velejar pelo mar das palavras

Nas ondas do teu corpo

Desemboquei neste poema à beira-mar
navegando nas palavras naufragadas
E uma onda inquieta no horizonte
rouba o teu corpo ao vazio da madrugada
e há um silêncio de talhas entornadas

Rosas adornando esta massa solta ao vento
os cabelos que afagavas ternamente
Estes búzios encrespando os seios sedentos
Este intimismo e a boca alucinada de desejo
Sinto o perfume do meu cabelo nos teus dedos


o roçar dos teus dedos nos meus lábios secos
A vela, o mastro e o teu velejar sedento
quando amar-te era deixar que te perdesses
no aroma fresco do meu cabelo ao vento

Mas o mar conta naufrágios e segredos
e o nosso romance, amor, acabou cedo...

Corpo, ondas soltas na maresia do desejo.
Ausência, a morte atenta que me embranquece o olhar...
Prazer, soltar ao vento o corpo e os cabelos
e espalhar em ti o meu perfume de mulher...

[ Cortesia da CATEDRAL ]

Palavras que nos aconchegam

Alma

«(...) Para mim, a casa era ali, quase junto ao rio que por vezes invadia a rua, entrava na adega e no jardim e estava, por assim dizer, dentro de nós. Naquele tempo ainda os moliceiros navegavam de Aveiro até ao cais da vila para receber a lenha que, no Inverno, vinha rio abaixo.
Era um espectáculo bonito de se ver: o rio ficava cheio de toros que batiam nos pilares da ponte e se acumulavam em frente ao cais, onde iam ser recolhidos.

(...) Sim, naquele tempo ainda o rio estava vivo e fazia parte das nossas vidas. De certo modo era ele que marcava o ritmo das estações. E vieram as grandes cheias de Fevereiro. O rio encheu, transbordou, alagou o vale. Dizia-se que era uma das maiores cheias dos últimos anos e temia-se que as neves do Caramulo começassem a derreter. As pessoas de Alma, sobretudo as da Rua da Cheia, tinham uma certa tendência para o exagero, o drama, o catastrofismo.

(...) Havia algo de mágico na cheia, ela quebrava a rotina e trazia a surpresa, a aventura, o inesperado. O rio entrava pela casa e era como se subisse pelo sangue. Apesar nos negros vaticínios e dos apetites de catástrofe, Alma, uma vez mais, sobrevivera».

[ Manuel Alegre, Alma, 1996 ]

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Sonhos...

Força, Ricardo! IGLO e AHAB estão contigo!!

» » Diário de Bordo/29 Dez.'05
Meu caro Capitão Ahab: as minhas prezadas saudações. Quero, antes de mais, deixar bem claro que não imponho os meus gostos literários a quem quer que seja. O facto de mandar o pessoal ir ler Margarida Rebelo Pinto era apenas uma piada. Mas está visto que a dita cuja não teve o efeito desejado; tenho de melhorar a minha técnica, 'tá visto.

Segundo ponto da ordem de trabalhos: infelizmente, não tenho estrutura financeira para me fazer ao mar - tal como fará o Ricardo Diniz, a partir de 31 de Dezembro. Não sei se o Ricardo tem ou não contas para pagar todos os meses e dinheiro para comprar o pãozito para o dia-a-dia. Bom, se calhar é para evitar este tipo de coisas que o homem vai para o mar... Está bem visto, pois então; ou trabalha para ganhar dinheiro (para depois o gastar com as contas do mês) ou então não trabalha, não ganha dinheiro e também não tem contas para pagar. E, ainda por cima, diverte-se!

Bom, de qualquer das formas, meu caro Capitão Ahab, não tenho meios logísticos para levar por diante tamanho feito. A minha embarcação tem mais de 20 anos, o casco não tem a «coragem» de outros tempos para enfrentar as vagas e eu já tenho idade q.b. para ganhar juízo.
Mas talvez toda esta conversa, no fundo, seja apenas um pretexto para justificar a não realização de um sonho que ambos alimentamos, caro Ahab... Claro que acordar e adormecer no mar, com os livros e as músicas das nossas vidas para matar a solidão, é um lema de vida que ainda haveremos de experimentar.

A ideia de me tornar um nómada do mar é uma coisa que me deixa cada vez mais fascinado. Apetece-me navegar por aí, sem rota definida, ao sabor dos ventos e das marés; ser um viajante de terra em terra, atracando em mil portos e, em cada um deles, descobrir novos sabores, diferentes culturas e amigos para toda uma vida.
Não fomos feitos para ficar em porto seguro, Ahab. Somos velhos lobos do mar, famintos de outras aventuras e com sede de novos conhecimentos. Este nosso mundo está a tornar-se demasiado pequeno (e cada vez mais cheio de «pequenezes»). A alma busca outros destinos. É melhor deixarmos o corpo segui-la...

Ainda pensei que o IGLO deitasse velas à obra


27/12/2007 VELA
Lisboa-Dakar num barco à vela
A aventura portuguesa de um jovem lobo do mar

Um jovem português prepara-se para fazer sozinho a ligação entre Lisboa e Dakar à vela, embarcando em pleno Inverno numa aventura em que tudo pode acontecer, mas com a confiança de superar dificuldades e o objectivo de simplesmente chegar.

Ricardo Diniz tem 28 anos e a experiência de já ter navegado mais de 60 mil milhas náuticas o que equivale a dar duas voltas e meia ao mundo.

Contudo esta é a primeira vez que vai fazer uma viagem entre Lisboa e Dakar, a bordo do veleiro "Taylor's Port", com 12,5 metros equipado com diversos meios técnicos e tendo como únicos companheiros a música, os livros e o mar.

às 15:30 de 31 de Dezembro Ricardo estará a passar frente ao Padrão dos Descobrimentos, dando início a uma viagem que previsivelmente demorará cerca de 15 dias.

Os imprevistos podem ir dos mais normais como embater num contentor à deriva no mar, aos mais absurdos como o que aconteceu uma vez, em que uma vaca caiu (de um avião) em cima de um barco, diz.

"É normal nestas viagens as coisas correrem menos bem, mas cabe ao velejador saber superá-las e eu tenho que ter confiança na minha preparação", afirma.

E preparação não falta a Ricardo Diniz que veleja desde os 12 anos e entre as mais de 60 mil milhas náuticas que compõem o seu currículo, contam-se quatro travessias do Oceano Atlântico e muitas outras viagens já repetidas diversas vezes como as ligações de Lisboa a Londres ou a Cabo Verde.

Esta não será a primeira vez que Ricardo veleja sózinho e embora afirme que gosta muito e que necessita destes momentos solitários, reconhece que não são fáceis e que há períodos particularmente difíceis de ultrapassar.

A vontade de velejar surgiu aos oito anos quando em Inglaterra o pai o levou a ver o navio Cutty Sark e ele se encantou com outro barco pequenino à vela que estava perto.

Quando lhe foi explicado que nesse mesmo barco um homem sozinho tinha dado a volta ao mundo, Ricardo Diniz pensou:"Uau! A volta ao mundo sozinho. Também quero."Foi nesse momento que nasceu esse sonho". Mas hoje em dia Ricardo diz já não ser um sonho e sim "um objectivo" pelo qual está há anos a trabalhar e para o qual já contactou com mais de quatro mil empresas de todo o mundo.

Ricardo Diniz deixa bem claro que não se trata de nenhuma corrida e que não está a competir com ninguém, apenas entrou no espírito do Lisboa-Dakar e impôs-se um único objectivo: conseguir chegar.

Fonte: Lusa

Está visto que hoje deu-me para observar o colorido das coisas...

«Paletadecores»

«Na minha paleta de cores as tuas mãos contornam a minha cintura e delineiam o meu perfil no céu azul. Rodeias de verde-árvore a cor dos meus olhos, salpicas de vermelho-morango os meus lábios.

Geometricamente, traças palavras brancas na minha pele... Mas eu fiquei distante das miríades de luz, a penumbrar abaixo da linha do sol, cogitando sobre o que tu imaginarás dos traços do meu corpo e do esboço de vida que não tracei, desta tela que é o meu refúgio... onde o encanto da cor é um sopro desvanecido.

O que pensarás tu da palidez dos meus dedos, dos atalhos azuis que sob a minha pele percorre, das fantasias destes lábios donde o brilho se esvaiu, das misturas inefáveis e quase inalcançáveis da tela que não posso pintar.

Fiquei vazia de sonhos. E, neste horizonte sem perspectiva, confinada à escultura de pálido marfim, morre-me no talento a cor e o devaneio espraia-se no ar do teu beijo».

[ Simplesmente divino. Este e outros excertos para ler, com vagar e dedicação, no Levemente Erótico ]

Com as mãos ocupadas

A cor dos lápis

Há qualquer coisa de sublime num conjunto de lápis de cor. Faz-me lembrar a infância; os primeiros veleiros desenhados sem olhar a medidas certinhas; as primeiras ondas de um oceano sem fim, rabiscadas com um azul da cor do céu (ou será da cor da água?).

Recentemente, ao olhar para a prateleira do material escolar, num hipermercado da moda, não resisti a trazer uma dessas caixinhas com lápis de cor e um pequeno bloco de papel «cavalinho». Voltei a tentar desenhar os meus veleiros e os meus oceanos.

Mas faltava qualquer coisa aos rabiscos (apesar de visualmente mais perfeitos do que os do tempo da escola). Talvez aquela liberdade de quando se é criança, sem olhar a normas e a regras. Se calhar, é por isso que os desenhos dos petizes têm tanta graça!...

IGLO, como já se sabe, continua a grande travessia neste que é o País dos Totós

Diário de Bordo
» » 28 Dezembro 2005
Meu estimado Capitão Ahab: lamento só agora, quase às 23h00, estar a dar sinais de vida. Mas o sistema de comunicações do barco foi-se abaixo (literalmente). Um par de gaivotas decidiu acasalar em cima da antena, situada no mastro principal. Uma rapidinha, vá lá que não vá... agora três ou quatro seguidas, claro que não há antena que aguente. Conclusão: enquanto os bichos passeavam-se bem lá no alto (certamente a gozar o momento orgásmico), eu, Capitão Iglo, fiquei a rogar pragas a tudo o que é pássaro, de antena na mão, e de olho posto na cana de pesca.

Estive o dia inteiro longe da costa (só voltei já o sol se tinha despedido há, pelo menos, duas horas), seriamente apostado em apanhar - com as minhas próprias mãos - um pescado que enchesse o meu prato da Vista Alegre. Mas o tempo tem estado frio e o peixe parece ressentir-se. Pôs a minhoca de molho várias vezes, troquei de chumbadas, experimentei todo o tipo de bóias e anzóis e até cheguei a trocar de fio. Só me faltou mesmo trocar de cana.

Portanto, meu caro Capitão Ahab, serve isto para dizer que a pescaria foi uma merda. Fiquei de tal forma decepcionado que, durante todo o dia, nem tive apetite para deitar uma só Sagres Bohemia abaixo. Nem uma, caro Capitão, nem uma!
Aproveitei assim a maior parte do tempo para contemplar a linha do horizonte, para sentir o cheiro do mar, para levantar e baixar a cana... enfim. Um bom pretexto para reflectir sobre a vida em geral.

Não te quero maçar mais, Capitão Ahab. Estas últimas linhas são dedicadas ao resultado da minha pescaria (a linha «picou» mesmo quase ao final do dia). A sorte ditou que me havia de calhar - nada mais, nada menos - do que «jaquinzinho» de 130 gramas. Como é que um carapau miúdo como este me vem parar ao anzol?! Por sinal, o anzol quase que tinha o mesmo tamanho do carapauzito! Está visto; tenho de procurar outras águas...

Na sequência do post mais abaixo...

«O Amor é Fodido»

...deixo outra sugestão. Bem mais alternativa, é certo, mas que revela muito bom gosto. E quem não gostar do estilo do Miguel Esteves Cardoso... que leia Margarida Rebelo Pinto!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Haruki Murakami


"Porque será que estamos condenados a ser assim tão solitários? Qual a razão de tudo isto? Há tanta gente, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros, e, contudo, todos irremediavelmente afastados. Porquê? Continuará a Terra a girar unicamente para alimentar a solidão dos homens?"

Marinheiros protegidos

Era uma vez...

...um barco inglês («Ocean's King») que, no Verão de 1845, se encontrava no meio de um furacão. As ondas castigavam-no sem piedade e o fim parecia estar próximo.
Um ministro protestante - de seu nome Fisher -, acompanhado pela esposa e pelos filhos, foram à coberta suplicar misericórdia e perdão. Entre a restante tripulação estava o irlandês John McAuliffe.

Ao aperceber-se da gravidade da situação, o jovem abriu a camisa, tirou um escapulário de Nossa Senhora do Carmo e, fazendo com ele o sinal da cruz sobre as ondas furiosas, lançou-o para o oceano. Nesse mesmo instante, o vento acalmou. Apenas uma outra onda chegou à coberta, devolvendo o escapulário que ficou diante dos pés do rapaz.

Durante o acontecimento, o ministro observou cuidadosamente as acções de McAuliffe, testemunhando, assim, o milagre. Fisher e a família relataram os factos à Igreja Católica, sendo que, a partir daí, a Nossa Senhora do Carmo ficou conhecida como a protectora dos marinheiros.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Raio da bicha que foi procurar abrigo noutras paragens

Maldita alforreca!

Mais uma vez, o meu grande abraço, caro Capitão Ahab. Como hoje está de chuva, resolvi passar o resto do dia no veleiro, deixando os meus pensamentos embalarem ao sabor da ondulação. Vim logo pela manhã e trouxe uma latinha de atum, uns tomates, uma cebola, uma pitada de sal e uma garrafinha de azeite. E o lote de Sagres Bohemia, claro está. Assim tem sido o dia, assim será o resto da noite.

Fico contente por andares de barrete enfiado. Melhor dizendo: com a cabeça posta nesse lindo chapéu de palha, que te ofertei aquando da nossa primeira pescaria, ali para os lados de Setúbal. Há quanto tempo, meu caro Ahab!... Mas fica-te muito bem. Sempre o disse. E as miúdas adoram (como tu bem sabes).

Quanto à tua falta de inspiração: acho que deves assumir a enorme saudade pela minha pessoa. Assume-o, Ahab. Tens de reconhecer o problema para o suprimires, de vez, do teu inconsciente. É natural que andes assim em baixo. Nem o teor alcóolico desse Vinho do Porto (martelado) surte qualquer efeito! Tens de dominar esse sentimento de ausência e - depois sim - dá-lhe com todo o Vinho do Porto.

Lamento ainda que essa tua depressão te dê para te enfiares na cozinha, caro Capitão Ahab. Isso é lá coisa de homem do mar?! Confesso que trouxe o livro de receitas comigo, Ahab. Mas foi para oferecer a uma donzela, neste Natal, uma vez que me esqueci de comprar as prendas a tempo e horas. Larga a massa tenra. Compra já feito!

Agora, a maldita da alforreca... Pensava eu que já tinha perdido o bicho, em alto mar, nesta viagem para mares do Norte. Eu tinha colocado essa coisa num barril com água, perto da cabine. Quando dei por ela, já o animal tinha dado a fuga. «Tanto pior! Servirá de comida para tubarão», pensei. Mas não; eis que tu, caro Capitão Ahab, apresentas a prova fotográfica da bicha noutras águas mais distantes. É mesmo ela. Retornou às suas origens.

Só espero que tenhas apanhado essa alforreca de uma figa. E tem cuidado quando lhe pegares; já conheces bem a sensação urticante que essa coisa produz, em contacto com a pele. Ainda por cima, é uma Pelagia Noctiluca - o nome é elegante, mas é uma das mais perigosas que há na nossa costa.
Bom, e agora me vou. Espero que esta missiva te encontre de perfeita saúde, Ahab. Tenho saudades de estar contigo no convés, a olhar para as velhas fotografias de outros tempos e de outras paragens, bebendo rum e comendo sapateira recheada, rodeados de mulheres por todos os lados. Aquilo é que eram tempos de loucura, Ahab!!!

Dar CORDA ao papagaio


Atão o pombito sempre chegou? Muito bem. Melhor que os CTT ;)
Espero que tenhas achado a leitura interessante.
Mas não deprimas Capitão Iglo. É aprender até morrer!

Eu cá me vou abrigando debaixo do meu famoso chapéu de palha.
A cana está de molho sem grandes resultados, mas também não me tenho esmerado por estes dias. Só a tua alforreca de estimação se enredou no fio. Um dia hei-de contar a história da alforreca cega e do pombo que a ensinou a vomitar.

A inspiração abandonou-me como de resto também tu Iglo!
Vou dedicar-me à massa tenra embora até o livro de receitas tenhas levado para essas férias ignóbeis.
Mas não temas, que não sou rancoroso e guardo-te uns quantos pastéis em caixa de folha.
Bons Ventos!

Até a lua tem fases

Influências lunares

LUA ACTUAL - Miguante
Lua Nova - 31 de Dezembro 2005; 03h12 GMT
Lua Crescente - 6 de Janeiro 2006; 18h56 GMT
Lua Cheia - 14 de Janeiro 2006; 09h48 GMT
Lua Minguante - 22 de Janeiro 2006; 15h14 GMT

Esta actual fase da Lua (Minguante) favorece:
- o contacto com crianças, jovens e adolescentes;
- conclusão de tarefas pendentes;
- início de tratamentos de saúde;
- resolução de questões ligadas ao passado;
- excelente altura para a prática de pesca desportiva.

[Extraído do «Borda d'Água»]

IGLO promete dar uso à corda nesta travessia pelo País dos Totós

(A)corda!
» » 27 Dezembro 2005
Meu caríssimo e estimado Capitão Ahab: nem sabes o quão bom é «ouvir» as tuas palavras. São como que Água das Pedras para apagar o meu ardor no estômago. O efeito equivale ao do ácido acetilsalicílico, no combate a esta duríssima dor de cabeça que me acompanha há 4 dias.

Garanto-te que, como bom marinheiro que sou, tenho tentado evitar a ressaca. Mas não dá para estar constantemente bêbado; e é sobretudo à noite, quando a lucidez se apodera da minha mente, que entro em períodos verdadeiramente alucinantes. Vejamos: dou por mim a sonhar com piratas que assaltam o meu veleiro, ponho-me a imaginar naufrágios e a ter visões de embarcações encalhadas e tenho pesadelos recorrentes com o pirata do Perna de Pau (que me tenta afogar dentro de uma arca com gelados fora do prazo).

Anuncio-te que redobrei a minha dose diária de rum (vulgo Sagres Bohemia), a partir do momento em que me chamaste a atenção para a cena das cordas. Estive agora mesmo a reler os documentos oficiais que mandaste por pombo-correio e consultei o manual de instruções do veleiro. Tens razão, meu caro Capitão Ahab: tirando a do relógio, a do sino e a de enforcar, não existem cordas numa embarcação! São cabos, senhor, são cabos! Cabos que se amarram, entenda-se.

Esta observação pôs-me em estado depressivo, Capitão. Pelos vistos, não passo de um mero «marinheiro de primeira viagem», que anda aqui armado em parvo. Fosga-se. Só me resta utilizar a corda. Sim, a corda, meu Capitão. Não a do relógio, nem a do sino; mas sim a de enforcar. Mas, antes de cometer tamanho acto transloucado, vou dar mais uns quantos tragos nesta Bohemia que me acompanha. Está fresquinha e fez o favor de vir parar à cabine com uma mãozinha de amendoins e outra de tremoços.

Bem sei que a coisa escorregava melhor com um mariscozinho. Mas, o que é que queres? Farto-me de contar os tostões e a coisa não dá nem para remendar a velha vela do mastro principal. Valha-nos o mar, meu Capitão Ahab. Valha-nos o mar!...

links at last? :)


Igloo meu malandro!! Afinal nem só de beber se fazem esses dias nos mares do Norte :)
Bravo! Já temos defensas a bombordo.
Agora vou mandar-te as minhas rotas preferidas para fazeres o favor de guardar na mesa de cartas.

xlinglebells


Sagres????Igloo??
ok. Porque não?
Mas olha que a nova SB de meio litro tem que se lhe diga.
Noto que estás com saudades e que continuas a dizer a palavra proibida: num barco só há duas cordas: a do sino e a do relógio. Mas temos cabos com fartura: os de aço e os de massa. Pelos vistos manobraste bem o massame e o velame, visto que chegaste a bom porto...essa cabana sem lareira onde mais não fazes do que embebedares-te a toda a hora. Fazes muito bem, se é mesmo isso que te apetece, mas francamente: teres-me deixado p'raqui sem nada, sem companhia, sem bacalhau, sem presentes, sem rumo. Não se faz a um cão, quanto mais a um irmão.
Não que eu não te compreenda, quando as saias entram ao barulho baralham-se as coordenadas. Tudo bem. Mas depois não me venhas com saudades a estranhar silêncios.
Por aqui, a ondulação vai mansa. Enquanto a doca não cortar a electricidade vou continuar a ver os filmes atrasados que andavam ali pelo armário das manivelas. Ontem foi o Pirata das Caraíbas. Claro que me lembrei de ti, na altura em que uma guinada de leme deixou o parvo do Turner pendurado na retranca (eheheheh).
Passou por aqui o vizinho do B42 e deixou umas rabanadas e a clássica garrafita de vinho do Porto. Fiquei meio envergonhado por não ter com o que retribuir e para esquecer a depressão lá se foi o Porto. Não devia ser muito aldrabado porque nem ressaca deu.
Vai caindo uma chuvinha, perfeita para lavar a ressalga, poupa-se na água e na trabalhera.
Como quase não há vento, pouco me resta a não ser dormir e ir bebendo e comendo o pouco que vai havendo.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Proposta para um serão agradável

Porque há novelas que nos marcam...

[«roubado» do ARIOPLANO]

IGLO continua a fazer a travessia neste que é o País dos Totós

Diário de bordo
» » 26 de Dezembro 2005
Meu caro Capitão Ahab: receio o pior. O teu silêncio é perturbador. Incomoda-me. Faz-me beber mais uns tragos de Bohemia. É verdade, meu Capitão; mudei de marca. Em detrimento da Super Bock, decidi enveredar pelos sabores divinos da Sagres Bohemia. Digamos que por aconselhamento de outros piratas (que já andam nestes mares há muito tempo) e até por instinto (comecei a reparar que a Super Bock já não fazia qualquer efeito. Por habituação, creio).

E cá estamos, neste que é o 4.o dia de viagem por mares distantes. De nada valeu o meu esforço em polir a cabine e os vidros do veleiro. Hoje, o dia acordou chuvoso e as fortes vagas que se fazem sentir projectaram todo o tipo de lixo e de algas (vê só bem a força da água e do vento!) na embarcação. Tive ainda de redobrar as atenções na cordas e nas velas - não vá o vento rebentar-me com aquilo tudo.

Por motivos festivos (a passagem do ano aproxima-se), tive, hoje, de me render aos encantos da faina. Deixei o veleiro por breves instantes e peguei na traineira, enfrentando - destemido - a rebelia das ondas. Lancei as redes e consegui 2 quilos de camarão congelado (camarão com calibre 40/60, a 5.49 euros o Kg, no Feira Nova. Só esta semana).

Bom, ala que se faz tarde. Espero rever as tuas crónicas muito em breve, meu caro Capitão Ahab. Gostaria de saber se estás bem, por que mares navegas e que tipo de líquidos tens levado à garganta. Sabes como eu me preocupo contigo.
Aceitas as minhas efusivas saudações!

domingo, dezembro 25, 2005

Aleluia! Aleluia!...

Um puto na casa dos 50

Sejamos sensatos: fica mal. Não dá nada boa imagem (tanto aos putos como à classe dos idosos). Pôr o Luís Aleluia a fazer constantemente de Menino Tonecas é algo que caminha para a demência.
E, pior do que isso, é a «Télvisão» insistir em colocar no ar episódios que já foram exibidos vezes sem contas. Fará sentido, numa altura destas, apresentar aos olhos do público uma piada a falar do «primeiro-ministro Durão Barroso»??!
Ai, ai!...

Cartas ao Pai Natal... Respostas do Pai Natal

O Pai Natal é que sabe!

Kerido Paina Tal: eu qeuria resseber um joguinho espasiale de prezente de na tal. Tenho cido um boum mnino neste ano. Adorote,
Marco


Querido Marco: a tua ortografia é excelente! Pareces mesmo um saloio a escrever. Definitivamente, terás uma brilhante carreira na vida... como ajudante de pedreiro! Tens a certeza que não preferes um livro de português? Quanto ao joguinho espacial, darei um ao teu irmão. Pelo menos, ele sabe escrever! Um abraço,
Pai Natal


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Querido Pai Natal: não sei se pode ser, mas gostaria de ver os meus pais juntos outra vez este ano. Com amor,
Julia

Querida Julia: e o que é que queres mais, miúda? Que eu arruine a relação do teu pai com a boazona da secretária dele? Que ele não possa mais brincar com aquelas mamocas gloriosas?! E com aquela tranca fenomenal?! É melhor dar-te uma Barbie...
Pai Natal


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Querido Pai Natal: tenho sido muito boazinha este ano. A única coisa que peço é Paz e Amor para o mundo. Com amor,
Sara


Querida Sara: que merdas é que essa que andas a fumar?!...
Pai Natal


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Querido Pai Natal: fazem 3 anos que tenho vindo a pedir um camiãozinho de bombeiros e nada. Por favor, vê se desta vez me trazes um! Obrigado,
Luis

Querido Luís: os teus pedidos já me estão a chatear! Outra coisa: não é "fazem 3 anos". Porra, ainda não aprendeste? Usa sempre: "há 1 ano", "há 3 anos", "há 2.000 anos"... O verbo «fazer» no sentido de tempo não tem plural. Ah!... esquece. Resumindo: quando estiveres a dormir, pego fogo à tua casa. Assim terás todos os camiões de bombeiros que sempre desejaste.
Pai Natal


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Querido Pai Natal: por favor! Por favor! Por favor! Dá-me um cãozinho! Por
favor, por favor, por favor! Com imploração,
Joãozinho


Querido Joãozinho: esse tipo de choraminguice funciona melhor com os teus pais, já que és adoptado! Ooops!... acho que falei demais. Mas agora é tarde. Vou dar-te outro pijama!

Pai Natal

IGLO fazendo uma histórica travessia neste que é o País dos Totós

Diário de Bordo
» » 25 de Dezembro de 2005
Meu caro Capitão Ahab: tenho o grato privilégio de informar que cheguei a bom porto. A viagem rumo a destinos bem mais frios correu da melhor forma. Mesmo com o ar gélido a querer cortar a ponta dos dedos e as partes mais salientes da face, a verdade é que o vento sempre correu de feição.
A embarcação esteve também estável, em boa parte graças à fraca agitação destes mares mais para norte. Portanto, a coisa correu sem sobressaltos e nem mesmo a Polícia Marítima se atreveu a cruzar caminho.

O calendário diz-me que este é já o meu terceiro dia, aqui por estas paragens. Confesso que tenho tentado contornar as temperaturas (quase) negativas. Por mais que as ignore, elas teimam em fazer tremer todo o meu corpo. O pior é que os piratas que me albergaram não têm lareira - essa forma tão primitiva (mas eficaz q.b.) de nos aquecer. Apenas um singelo aquecedor a óleo, já corroído pela ferrugem, que não se cansa de deitar abaixo, sucessivas vezes, o quadro eléctrico da velha cabana de madeira.

Talvez seja por isso que neste últimos 3 dias decidi enveredar pela via do alcoolismo. Como sabes, meu caro Capitão Ahab, não é meu feitio atalhar por estes caminhos obscuros de um mundo ao qual tenho resistido a não abrir as portas. Contudo, a solidão, a sobra de tempo, a epidemia natalícia e essencialmente o frio ditaram este novo hábito.
Digo hábito porque isto já está a tornar-se, de facto, num hábito; ora é ao almoço, ora é durante a tarde, ora é ao jantar. Cheguei a um ponto em que o estado sóbrio me faz dor de cabeça!

E é isto, meu caro Capitão Ahab. Os restantes momentos vagos vão sendo preenchidos da forma que se quer mais proveitosa: verifica-se o estado das velas, dos mastros e das cordas, dá-se uma limpeza superficial à cabine, lubrifica-se um pouco as roldanas. É pena não estares aqui. Porque, assim, sou obrigado - agora mesmo - a pegar em duas Super Bock's. Se cá estivesses, claro que só beberia uma. As minhas saudações, caro Capitão Ahab. E já sabes: a ausência de um é sempre compensada pelo outro... bebendo a dobrar!

sábado, dezembro 24, 2005

Destinos

Vislumbrando o «cemitério»

«(...) Cassino é uma imensa praia desértica, marcada por milhares de aves nativas e migratórias e pela vigilância de 4 faróis: Sarita, Verga, Albardão e Chuí.

Repleta de lagoas ligadas ao mar e de uma grande faixa de dunas a perder de vista, também é conhecida como o "Cemitério dos Navios".
Tem vários barcos (encalhados), que se aproximaram demasiado da praia ou foram alvo de violentas tempestades de Inverno.

É um percurso inóspito recomendável apenas para quem gosta de enfrentar os desafios da natureza. O sopro do vento do sul e o mar enfurecido podem impossibilitar a passagem em muitos sítios. Atolar, num deles, poderia significar dias isolados - longe de qualquer assistência.»

Heróis de outros tempos [bem mais futuristas]

Captain Power

«In the 22nd century, war was waged with mechanized warriors. Man had finally found a way to make war with minimal loss ofhuman life. It was a good concept until the machines united andturned their fury on their creators. It is the year 2148 - the METALWARS have ended - machines battled man, and the machines won.

Out of the ashes of defeat came JONATHAN POWER, humanity'slast hope of defeating the BIO-DREAD warriors led by the evilLORD DREAD. Captain Jonathan Power and a devoted band offreedom fighters are all that stands between Dread and thefinal destruction of mankind.»

Todo o poder deste capitão, AQUI...

Os heróis de outros tempos

O Velho do Restelo

«No momento da largada, ergue-se a voz de um velho que sobressai de entre todas as que se tinham feito ouvir até então. Ela representa todos aqueles que se opunham à louca aventura da Índia e preferiam a guerra santa.

As palavras pessimistas do velho acabam por evidenciar o heroísmo daquele punhado de homens - tanto maior quanto mais consciente. Há, portanto, uma contradição entre o discurso pacifista do velho e a épica exaltação dos heróis e os seus feitos de armas.

O Velho do Restelo é o próprio Camões, erguendo-se acima do encadeamento histórico e medindo à luz os valores do humanismo. Ele é o humanista que torna a palavra, humanista para quem os acontecimentos que lhe servem de tema constituem apenas o material para um poema e que reserva constantemente a sua liberdade de juízo.»

A merecer uma visita, este excelente trabalho do INSTITUTO CAMÕES.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Descubra as semelhanças


Lotaria clássica do Natal

Foi desta!

Caro Capitão Ahab, tenho a dizer-te que, devido a um problema de miopia, vi mal os números que constam na lista oficial dos Jogos da Santa Casa. Ou seja: fomos contemplados com o tão desejado prémiozito.

Tomei a liberdade de fazer a nossa primeira compra: uma «simples» limusine Rolls Royce, de primeira categoria, para nos transportar de casa para a doca, onde temos o veleiro atracado.

Só uma coisita: é melhor tratarmos da venda do velhito T1, lá da aldeia. Sabes que aquilo não tem garagem e não convém deixarmos a viatura à vista. Reservei ainda dois lugares a bordo do Queen Mary II, para a passagem de ano. Espero que não te importes.

O rato ideal

Só para loiras

Culinária no século XXI

Testemunhos

"A Bimby mudou mesmo a minha vida. Passei a não estar dependente de ninguém para comer com qualidade."
[Teresa - 36 anos, Doméstica, Porto]

"Desde que tenho a Bimby deixei de comer «fast-food» todos os dias."
[Luis - 46 anos, divorciado, Lisboa]

"Desde que comprei a Bimby, passei a não ter o stress da hora do jantar."
[Elsa - 32 anos, bancária, Carcavelos]

"Desde que a minha mãe comprou a Bimby, até eu faço crepes sózinho!"
[Tiago Lopes Silva - 12 anos, Rinchoa]

"Foi o melhor presente de casamento que recebi. Sei fazer tudo."
[Maria - 26 anos, Monte Estoril]

Eles, elas e os diamantes

Não disponível. E disponível.

Erotismo

Ao alcance das mãos...

Estou fora de mim
estou dentro de teu corpo
Estou parado à tua frente
estou na dança do teu gozo.

Estou a voar no teu pensamento
estou deitado na tua cama
Estou à flor da pele
estou no calor da tua chama.

Estou perdido no teu labirinto
estou no «hall» dos teus segredos
Estou na vida do teu suor
estou na morte dos teus medos.

Estou na verdade nos teus "sins"
estou na mentira de teus "nãos"
Estou lançado aos teus pés
estou ao alcance das tuas mãos.

Estou no jardim de teu Éden
estou no cosmos do teu signo
Estou na causa do teu silêncio
estou na consequência dos teus gritos.

[ por MARINHEIRO ANÓNIMO ]

Elton John e namorado. É uma união. De facto.

Dança «abichanada»

Adão e Eva: a origem da Humanidade

O fruto proibido...

Mais uma do baú de recordações

Pesca

Capitão Ahab não perde tempo. Nos tempos em que ainda não tinha bote, Ahab percorria o mundo sempre com duas coisas atrás de si: o chapéu de palha e a pequena cana de pesca.
Houvesse água - fosse onde fosse - e o nosso admirável Capitão lá estava, aos olhos de todos, de cana em riste, em busca de alimento fresco. Ahab: era bem mais fácil ires à banca das peixeiras, no Mercado da Ribeira!...